Planta não, carne sim!


- Que tal almoçar uma salada?
Sofia é uma grande amiga minha. Há uns meses que se tornou vegetariana. O único hábito saudável que tem. Bebe todos os dias, não faz exercícios físicos e fuma muito. Como diria minha mãe: “fuma como uma caipora”.
- Eu tava pensando em ir a uma churrascaria…
- Ora, Julio, você vai mesmo comer um animal?
- Não, só uma parte dele. De preferência a coxa.
- Você entendeu o que eu disse?
- Claro Sofia. Apenas não vou comer uma planta.
- Comer um filé, é o mesmo que comer um cadáver.
- Nada como um defunto mal passado…
- Oh! Como você é insensível!
- Só estou faminto. Que tal comermos um frango? A gente pode comer os filhos dele também.
- Pare com isso, Julio! Perdi a fome. Vá almoçar só.
Foi um almoço mórbido. Apenas eu e um defunto na mesa. Até que ele era uma boa companhia. Se todo morto fosse como o meu “camarada”, eu almoçaria em um cemitério.

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